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E aí galera.
Desta vez vou falar sobre um assunto bem prático e simples, o arpejo.

Normalmente, quando se fala em arpejo já se associa a guitarra, isso razão da popularidade do sweep picking.
 Arpejo é quando as notas de um determinado acorde são tocadas uma após a outra. Por exemplo, as notas que formam A maior são: A, C# e E. Quando tocamos essas 3 notas separadamente uma após a outra, formamos o arpejo de A e quando tocamos essas as notas ao mesmo tempo, formamos o acorde de A.
 Mas vale lembrar que os guitarristas costumam utilizar tocar uma nota por corda, com movimentos de sobe e desce no braço do instrumento, tendo algumas variações, dando uma outra definição a arpejo.
Claro que arpejo é quando as notas estão associadas a um acorde, por isso, não confunda.

Antes de finalizar, só mais uma dica básica.
Na partitura os acordes são representados verticalmente. O arpejo, na partitura, é representado com o seguinte símbolo junto ao acorde:

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c4/Music-arpeggio.png
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Abraços
O assunto desta vez, tem um pouco a ver com o último post, harmonia funcional. Por isso decidi falar sobre ele para ajudar no conhecimento dos violonistas e demais instrumentistas que visitam o blog.
É bem simples. A resolução deceptiva é quando um acorde dominante não resolve na sua tônica. Por exemplo, o acorde E7 é o quinto grau de A (ou, é a dominante de A).
O nosso ouvido espera que ele resolva em A, porém, se depois de E7 você tocar outro acorde que não seja A, haverá uma resolução deceptiva. Com certeza seria uma surpresa para nossos ouvidos!
Veja abaixo um exemplo de resolução deceptiva.
Toque os acordes a seguir: 

G     Em    C    Am  
D7   Bm    Em    C   
D7     G

Neste exemplo, a dominante (D7) de G apresenta resolução deceptiva na segunda linha, onde, ao invés de tocar G (Tônica), foi tocado Bm. Na última linha, não há a resolução deceptiva pois resolve na tônica.
Esta resolução é chamada de deceptiva pois é como se causasse uma decepção, frustração ao ouvido por causa de uma expectativa não realizada.  Mas claro, ela também pode agradar a depender do contexto.

Por hoje é isso pessoal. Era um assunto bem simples, para dar um complemento ao último post.

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Abraços e até a próxima.
E aí pessoal. A pedido do seguidor Leonardo, vamos falar um pouco sobre a harmonia funcional.
Para quem me acompanha no blog da TeclaCenter, eu falei sobre isso lá também.
A Harmonia funcional nada mais é do que o estudo das funções harmônicas. E estas funções harmônicas são as sensações (emoções) que determinados acordes transmitem.
Como por exemplo: um acorde menor transmite um som um pouco melancólico, triste pode se dizer assim.

Basicamente, existem três tipos de funções harmônicas.
A “função tônica”, que transmite uma sensação de repouso, finalização. Passa a sensação de conclusão.
A “função dominante”, que transmite uma sensação de tensão. Dá a ideia de preparação para a tônica.
E a “função subdominante”. Esta passa uma sensação de preparação, mas com menor intensidade. Pode se dizer que ao tocá-la esperamos algo acontecer, podendo migrar tanto para a função dominante quanto para a tônica.

Para entender melhor qual tipo de função cada acorde transmite, vamos usar o campo harmônico de D como exemplo.

D – Em – F#m – G – A – Bm – C#m(b5)

Se você tocar os acordes G - A7 - D perceberá que ao tocar o D, há uma sensação de alívio. O A7 passa a sensação de preparação, de que alguma nota tem que ser tocada. Se você tocar somente o G e o A7, logo sentiria a vontade de tocar o D.  O G é o acorde que fica no meio termo – pode ir, pode vir, tanto faz.

Note que o D é o 1º grau no campo harmônico, o G é o 4º grau e o A é o 5º grau. Então podemos generalizar observando que em qualquer campo harmônico maior, o 1º grau tem a função tônica, o 4º grau a função dominante e o 5º grau tem a função subdominante.

Os demais graus também exercem sua função harmônica, porém são classificados com o que chamamos de qualidade funcional meio forte ou fraca. Num campo harmônico todos graus tem qualidade funcional e esta representa a força de cada grau em relação a sua função harmônica.
Observe abaixo:

Graus substitutos são os acordes que possuem a mesma função harmônica e que podem ser trocados entre si. Numa música por exemplo, podemos pegar os acordes e trocá-los por outros que possuam a mesma função harmônica.

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Até a próxima pessoal, abraços.

Continuando com o assunto sobre escalas, desta vez vamos falar sobre as escalas que todo improvisador precisa saber: as escalas relativas.
As escalas relativas são as escalas onde o modo (maior ou menor) é diferente, porém, as notas são as mesmas.
No básico e como regra, a escala relativa menor de uma escala maior é a escala menor do sexto grau dessa tonalidade.
Para entender melhor, vamos ver no exemplo.
Na escala maior de G temos:


Como diz a regra, a escala relativa menor de G maior será a escala menor de E:

Se você observar bem, perceberá que a escala menor de E é uma continuação da escala de G. Ou seja, a escala maior possui uma escala relativa menor que é igual a ela.
Vamos ver outro exemplo. Se você pegar a escala de D maior e comparar com a escala de B menor, vai ver que elas possuem exatamente as mesmas notas. Veja abaixo a comparação:


Escala menor de B (relativa de D):

Isso significa que podemos utilizar um escala menor, por exemplo de B menor, para fazer um solo numa música na tonalidade de D maior. Ou seja, podemos usar as duas escalas - maior e menor relativa - numa música.
Da mesma forma, podemos pensar no inverso: toda tonalidade menor possui uma relativa maior. Essa relativa maior é a escala maior do terceiro grau da tonalidade menor. Por exemplo, o terceiro grau de A é C. Portanto, a relativa maior de A menor é C maior.

É importante destacar que isso vale também para acordes. O acorde relativo menor é o acorde de sexto grau da tonalidade maior em questão. Por exemplo, o acorde relativo menor de Dó é o acorde de sexto grau do campo harmônico de Dó maior, ou seja, Lá menor.
Outro exemplo: suponha que a tonalidade seja Sol maior. A relativa menor de Sol será Mi menor.
Como os acordes relativos possuem uma afinidade entre si, eles podem ser trocados um pelo outro. Veja isso com mais detalhes no meu post lá no blog da TeclaCenter sobre funções harmônicas.
Para finalizar este post vou deixar uma tabela logo abaixo com os acordes relativos menores de cada nota mas também servirá para praticar as escalas.

Lembrando que próximo post será o "Cabral responde #2", então deixem mais perguntas lá no meu Twitter ou na página oficial do SoundClub Facebook que ela poderá aparecer no post.
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Até a próxima pessoal, abraços
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E aí pessoal, tudo certo?

Essa semana vocês viram o blog estreando suas novas parcerias, Santo Angelo e TeclaCenter, onde vocês poderão, também, me acompanha de agora em diante.
Também os eBooks novos da Santo Angelo para dar uma acrescentada no conhecimento do seu instrumento, seja ele baixo, guitarra ou violão. Pode baixar no link acima ou na página de eBooks.
Bom gente, desta vez vou tratar de um assunto de forma simples e rápida. A escala que é muito conhecida, também muito usada e que particularmente sou fã: a escala Blues.
A escala blues, também chamada de pentablues corresponde na verdade a escala pentatônica com o acréscimo de uma nota que é a conhecida blue note. A blue note é a terça bemol na escala pentatônica maior e é a quinta bemol na escala pentatônica menor.
Vamos pegar o exemplo de D.
A pentablues maior de D fica da seguinte forma:

E usando o exemplo de Bm.
A pentablues de Bm fica da seguinte forma:


A ideia é você praticar todas as escalas pentablues, tanto menor quanto maior, para ter a base completa da escala blues.
Uma dica é pesquisar riffs na internet e já ir praticando com essas escalas.

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E está rolando também a promoção "Meu violão com Elixir. Para participar é bem simples, só clicar no botão abaixo, irá abrir um pop-up, você se cadastra e pronto, já está concorrendo.
Até a próxima, abraços.

Olá pessoal,
mais um post e desta vez vou falar sobre como fazer segunda voz no violão.
No canto, esta prática é muito usada. Mas ela não se restringe apenas ao canto, pode ser trabalhada em solos e em qualquer instrumento.
Antes de tratarmos o assunto, vale lembrar que é necessário um conceito de teoria musical principalmente com relação a leitura de partitura (pelo menos o básico) e escalas.
Bom, para fazer a segunda voz, podemos usar uma regra bem simples:
Para cada nota cantada na partitura ou que você estiver cantando, a segunda voz pode ser feita com a terça nota da escala da música em questão. Esta pode ser uma terça acima ou abaixo. (Segunda voz aguda ou grave).
Por exemplo, usando a escala de G → G A B C D E F# G.
Se a nota cantada é G, a segunda voz será B. Ou, se a nota cantada é D, a segunda voz será F#.
No caso da terça abaixo, um exemplo é que se a nota cantada for E, a segunda voz será C.

Para tirar a solo da segunda voz é bom ler a partitura ou você tira as notas de ouvido, solando conforme a melodia.
Também podemos fazer a terceira voz, usando a 5ª nota da escala para cada nota cantada na melodia original. Por exemplo, usando a escala de G novamente: Se a nota é A, a terceira voz será E.
Mas, além das vozes usando a 3ª e 5ª notas, tem outras possibilidades onde podemos usar a 4ª, 6ª, 7ª etc.

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E aí pessoal, tudo ótimo?
Ultimamente eu tenho pedido sugestões de temas a vocês e como sugerido por alguns, nesse post vou falar sobre inversão de acordes.
De início eu quero deixar claro que a imagem não tem nada a ver com o tema. Só não quis deixar a piada passar (fail). Mas vamos ao que interessa.
Todos nós sabemos que uma tríade, tétrade, são formadas pela 1ª, 3ª e 5ª notas da escala relacionada e no caso da tétrade acrescenta a 7ª. E também que o 1º grau é quem dá o nome, digamos assim, ao acorde (o baixo da nota).
A inversão de acordes faz com que o baixo da nota não seja o primeiro grau, mas sim qualquer outra nota que forma o acorde. E aí nós temos a possibilidade de fazer três inversões.

A primeira inversão possível é pôr a terça como o baixo.
Usando o exemplo da nota G, a terça é a nota B. Então a primeira inversão é o acorde G/B;

A segunda inversão possível é pôr a quinta como o baixo do acorde.
No acorde de G, a quinta é D, então para a segunda inversão teremos: G/D;

A terceira inversão possível é pôr a sétima como o baixo. Nesse caso tem um porém. Tocar a sétima maior pode passar a sensação que você está errando a nota. Por isso deve ter um cuidado especial neste caso.
Quando a sétima for menor, não teremos esse problema.
Por exemplo:
Se a inversão for para G7M, onde a 7ª maior é F#:

Se a inversão for para G7, onde a 7ª menor é F:


Mas deixo claro que existe várias outras formações, desenhos de acordes inversos. Apenas coloquei aqui alguns para abrir o entendimento. Não restrinja-se apenas a uma formação de acorde, sempre procure outras shapes diferentes para o mesmo acorde.
Para complementar este post, eu aconselho dar uma olhada em escalas e campo harmônico.

Bom pessoal, é isso. Esse foi mais um post, espero que tenham entendido. Se gostaram do conteúdo postem um comentário aí, deem um like, twítte ou compartilhem.
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